Pesquisar este blog

21 de agosto de 2015

Roma: um roteiro para visitar a cidade eterna! Dia 2: Vaticano

Basílica de São Pedro no início de uma manhã de Quinta-feira Santa!
E nosso segundo dia em Roma começou cedo! (Para chegar os passeios do 1o. Dia, clique aqui).

Recordando, para este segundo dia eu havia previsto o seguinte roteiro:

2o. Dia: Museu do Vaticano, Basílica de São Pedro, Castelo Sant'Angelo, Trastevere e Termas de Caracalla. E apresentação de ópera no Teatro Dell'Opera di Roma.

Em uma viagem você sempre tem de estar aberto às opções que aparecem, mesmo quando cria roteiros fechados como eu faço... pois deixar de aproveitar estas oportunidades é muitas vezes deixar de viver um momento inesquecível! Assim, esteja aberto às possibilidades! 

Isto tudo só para dizer que o roteiro deste dia não foi cumprido, mas não houve arrependimento por isso, já que pudemos no lugar ver a missa de Lava-Pés no Vaticano...  mas vamos lá, para passar detalhar este roteiro do 2o. dia!

Primeiro de tudo, se você pretende visitar o Museu do Vaticano, onde fica a Capela Sistina, compre seu ingresso com antecedência e assim evite gastar algumas horas na fila (Clique aqui). O Roma Pass não pode ser usado aqui. No dia em que visitamos a fila era realmente grande e foi ótimo pegar a fila de quem já tinha ingresso e entrar direto no museu.

A visita aos Museus do Vaticano (o correto é "Museus", pois ele é formado por 8 diferentes museus e mais 6 espaços, entre galerias e salas, criados em diversos períodos e com coleções distintas), para quem gosta de arte e peças históricas é bastante longa, lembrando que este é um dos maiores museus do mundo. Nós ficamos quase 6 horas nesta visita, e isto mesmo com algumas partes estando fechadas. Assim, vou destacar algumas das coisas de que mais gostamos.

O museu dispõe de uma grande coleção de peças egípcias de diversos períodos, desde as primeiras dinastias até períodos greco-ptolomaicos e da dominação romana, presentes no Museu Gregoriano Egïpcio:

Sarcófago egipcio 
Múmia egípcia
Sarcófago
Estátuas de templos egípcios, já em estilo greco-romano 
Estátua do deus Tibre
Para citar curiosidades, preste atenção nas várias representações do deus Antino ou Antínoo, algumas em estilo egípcio e outras em estilo greco-romano. Antino foi na verdade amante do Imperador Adriano durante sua adolescência e juventude, tendo falecido aos 20 anos em circunstâncias estranhas em uma visita ao Rio Nilo (há dúvidas se ele se suicidou ao pensar que o imperador finalizaria o caso ou se ele auto-sacrificou-se em uma cerimônia em benefício da prosperidade do Império e do Imperador). O fato é que o imperador Adriano muito triste, resolveu deificar Antino, tornando-o uma divindade cultuada em Roma, Grécia e Egito. Citando ao menos duas das estátuas, elas estão presentes no Museu Gregoriano Egípcio e na linda Sala da Rotonda, assim chamada em razão da peça redonda presente no centro da sala, cujo uso é desconhecido.

Estátua do deus Antino em estilo egípcio, como Antino-Osíris
Seguindo pelo corredor, visitamos o Museu Pio Clementino, no qual estão presentes várias peças da antiguidade greco-romana. Muitas foram adquiridas de antigas mansões ou encontradas em escavações feitas nos sítios arqueológicos de Roma, sendo que a coleção vem sendo formada desde a Idade Média. Durante um grande período, a Igreja tinha direito à adquirir primeiro qualquer peça descoberta na cidade, sendo que apenas após a sua recusa a peça poderia ser vendida a outros colecionadores.

Algumas das peças deste museus foram levadas por Napoleão Bonaparte para Paris, sendo depois devolvidas ao Vaticano. Dentre elas, a principal é do Grupo de Laocoonte, a qual foi citada por Plínio como uma das mais belas peças esculpidas, ficando perdida por 1.400 anos e sendo reencontrada durante a Renascença.  

Este museu tem 54 salas de exposições, sendo as mais importantes:

a) Pátio Octagonal: onde entre outras coisas está a estátua de Laocoonte e Seus Filhos;
b) Sala da Rotonda: Com várias estátuas grandes de deuses e imperadores, a rotonda, um lindo teto e mosaicos retirados de uma antiga terma romana;
c) Sala da Cruz Grega: com o sarcófago de Santa Helena (Mãe de Constantino I) e um mosaico ao centro vindo da cidade de Lácio.

Estátua romana
Estátua de Laocoonte e seus filhos (uma cópia dela pode ser vista na Galeria Uffizi em Florença) 
Mosaico da Sala da Rotonda
Sala da Rotonda 
Teto da Sala da Rotonda

Entrada da Sala da Cruz Grega
Mosaico presente na Sala da Cruz Grega
Museu Chiaromonti é um grande corredor cheio de estátuas e bustos de antigos imperadores e personalidades romanas. É muito legal, principalmente para quem gosta de história, para ver os bustos das figuras que estudamos no colégio ou sobre quem lemos nos livros de história antiga.

Corredor do Museu Chiaromonti
Estátua do imperador Augusto ao centro
Uma outra sala de que gostamos muito foi a Galeria das Tapeçarias, com lindas tapeçarias da Idade Média. Algumas com motivos bastante impactantes, especialmente aquelas que tratavam do assassinato dos inocentes realizado por Herodes na época do nascimento de Cristo.

Adoração dos Reis Magos
Tapeçaria retratando o assassinato dos inocentes ordenado por Herodes
As Salas de Rafael, que são formadas por 4 aposentos, foram completamente decoradas por Rafael Sanzio e seus discípulos, entre os anos de 1508 a 1524, Sendo que este mestre faleceu durante a finalização destes trabalhos. As pinturas são extraordinárias, cheias de detalhes e demonstram todo o talento deste Mestre!!

Salas de Rafael
Salas de Rafael
E para quem gosta de pintura, não pode perder a Pinacoteca do Vaticano, onde estão pinturas de vários grandes mestres, indo do gótico até mestres do Século XIX. Para destacar algumas delas, você poderá ver o São Gerônimo de Leonardo da Vinci, a Deposição de Cristo de Caravaggio e a Transfiguração de Cristo de Rafael. A Transfiguração de Cristo por sinal, foi a última pintura finalizada por Rafael e considerada uma de suas obras primas, tanto que foi exposta junto ao seu corpo em seu velório, e acabou ficando no Vaticano, mesmo tendo sido encomendada por um bispo da França. Lembrando que se for fotografar estas obras: NÃO USE FLASH! O Flash comprovadamente danifica as pinturas.

Réplica da basílica feita em ouro
A Transfiguração de Cristo de Rafael
A Deposição de Cristo de Caravaggio
Nos Apartamentos Bórgia, encontram-se as obras de pintura moderna. O mais bonito deste local é a própria decoração, bem como algumas obras de Van Gogh e Chagal, entre outros mestres modernos.

Pietá de Van Gogh
Afrescos dos Apartamentos Bórgia
E no meio de todo este passeio, uma hora você finalmente chegará na Capela Sistina! Tem pessoas que fazem o caminho mais direto, porém é tão divertido se perder nestas galerias...
Mas, por fim você chega à entrada da obra-prima de Michelangelo Buonarrotti, e... UAU!!! É uma daquelas visões de perder o fôlego e não saber para onde olhar!! Confesso que sai de lá quase que com um torcicolo de tanto que eu olhava para cima tentando analisar cada detalhe!
É bom lembrar que este local estará quase que certamente lotado e é proibido tirar fotos! Os guardas ficam o tempo inteiro lembrando: NO PICTURES! E se perceberem que você tirou uma foto podem pegar sua câmera/celular e pedir para apagar. Conselho: seja educado, siga as regras e guarde na alma este momento!

Apenas como alegoria, peguei uma foto na Internet.
E depois deste passeio, dê um tempo no Pátio da Pinha, para descansar, tomar um pouco de sol e admirar a escultura Sfera con Sfera, que fica no centro do pátio, rodando.

Pátio da Pinha, com a escultura Sfera con Sfera ao centro.
Para sair do museu, você pegará a famosa Escada Espiral criada por Giuseppe Momo em 1932, a qual é formada por duas escadarias e que segue os princípios de Fibonacci. Uma das escadas serve para descer e outra para subir e elas criam um grande efeito de visão. Parada obrigatória para fotos!

Escadaria Espiral do Vaticano.
Perto das 14h saímos dos Museus. Paramos para comer uma pizza em um restaurante próximo. Por sinal, minha dica é de procurar os restaurantes um pouco mais distantes da entrada do museu, pois os mais próximos tem preços maiores e a comida não é tão boa... Ali sofremos com um garçom indignado porque pedimos uma pizza para dividir! Confesso que até aquele dia eu desconhecia que as pizzas são individuais e pronto!
   
Em seguida retornamos para a Praça de São Pedro, para tirar muitas fotos e entrar na fila para visita à Basílica, que neste dia estava bastante apinhada. Assim, devemos ter passado perto de 1h30 na fila...

A foto não ficou muito boa, mas dá para ter uma idéia da praça, que naquele dia estava sendo preparada para as missas da Páscoa. 
Basílica de São Pedro
A visita à Basílica de São Pedro é gratuita. Como se trata de um local de adoração, há normas de vestimenta, que pelo menos na Páscoa não estavam tão rígidas, mas para não dar com a cara na porta é bom ir preparado: mulheres com blusas com mangas e calças ou saias abaixo do joelho, e homens também com calças e blusas com mangas. 

A Basílica de São Pedro é maravilhosa por dentro!! O único problema é que devido à quantidade de pessoas e principalmente de clicks incessantes por parte de muitos, o lugar fica meio caótico. É muito difícil conseguir parar para admirar a Pietá ou mesmo rezar no túmulo de São João Paulo II, que fica lá dentro.     

A Pietá
As missas no Vaticano são realizadas em um das capelas internas da basílica e acontecem de segunda a sábado, das 09:00, 10:00, 11:00, 12:00 horas ou 17:00. No dia em que visitamos, não havíamos previsto participar da missa, porém acabamos parando para perguntar se podíamos visitar o altar que fica ao fundo da basílica, aquele que normalmente é visto nas transmissões de missas pela TV. Então um dos guardas nos informou que o acesso só era permitido à quem fosse assistir à missa. Não estava nos planos, mas aproveitamos a oportunidade.

Esta missa foi algo muito especial, porque além de ser toda em latim, com o coral do Vaticano, ainda havia a cerimônia especial do Lava-Pés, quando o Cardeal ministrante lavou os pés dos guardas suiços escolhidos para participar da cerimônia. Foi muito lindo e emocionante este momento!

Lembrando que nada pode ser filmado ou fotografado, por ser uma cerimônia religiosa. Alguns guardas, estrategicamente posicionados, acompanhavam tudo e verificavam se todos os presentes estavam seguindo as regras.

Caso você queira participar de uma cerimônia realizada pelo Papa, clique aqui para consultar as datas das próximas.

Por fim, saímos do Vaticano depois das 18:30h e fomos para nosso hotel, pois tínhamos ingressos para a ópera no Teatro Dell'Opera de Roma. O teatro por sinal é suntuoso! Se você tiver uma chance de ir aproveite para visitar! A única questão é que não vá pensando que os ingressos muito baratos tem boa visão, infelizmente ver Ópera com bons lugares é uma atividade um pouco cara na Itália!   

O teto do teatro! Amei este lustre de cristal!
O teatro por dentro. Ficamos em um dos camarotes laterais.
A vista do palco.
E por fim, finalizamos estes dia com um jantar mais de 23h00 no George Byron Café, que fica na Via Nazionale e era o único lugar aberto que encontramos. Mas, como às vezes damos um golpe de sorte, neste dia comi um fetuccine à carbonara que mudou minha visão sobre este molho!! Recomendo se passar por lá!!

E por hoje é só pessoal!! Em seguida eu continuo...

E estas são mais algumas Dicas da Gabi! E vc, que tal contar sobre sua viagem pra Roma?

19 de agosto de 2015

Roma: um roteiro para visitar a cidade eterna! (Coliseu, Forum Romano, Campidoglio e Birra Baladin)

(Foto: Instagran @oakbarreldoug)
Roma com certeza necessitava e merecia de mais dias para ser apreciada do que efetivamente tivemos... quatro dias e meio, sendo um deles passado em Pompéia, foi realmente muito pouco!

Assim, como não tínhamos tantos dias e ainda era a Semana Santa, o roteiro teve de ser muito bem organizado para que pudéssemos ver o que consideramos mais importante... faltou alguns lugares muito legais como o Trastevere, a Via Ápia e as Catacumbas e no fim não deu para ver o Castelo Sant'Ângelo... mas cada momento foi mágico e deixou o gostinho de quero mais!

Primeiro, um resumo rápido do roteiro que criei:

1o. Dia: Coliseu, Foro Romano e Monte Palatino, Mercado de Trajano, Piazza del Campidoglio (Colina Capitolina, onde fica o Capitólio de Roma e o Museu Capitolino com a estátua da "Lupa"/"Loba" de Roma), Basílica de Santa Maria in Aracoeli e Piazza Venezia/Monumento de Vittorio Emanuele II, Piazza Argentina e finalizando no Bar Open Baladin

2o. Dia: Museu do Vaticano, Basílica de São Pedro, também havia planejado: Castelo Sant'Angelo, Trastevere e Termas de Caracalla. E apresentação de ópera no Teatro Dell'Opera di Roma.

3o. Dia: Galleria Borghese e Villa Borghese, Piazza Del Popolo, Piazza di Spagna, Fontana di Trevi, Panteon, Piazza Navona, Basilica di Santa Maria Maggiore, Basilica di San Pietro in Vincoli, e jantar no restaurante Trattoria Vechia.

4o. Dia: Pompéia e Nápoles

5o. Dia: Missa de Páscoa e andar pelos arredores, se perdendo um pouco... para pegar um trem para Florença no início da tarde.

Como era Páscoa, a cidade estava bastante cheia... além disto, caso você escolha esta época para visitar Roma, é bom ressaltar (especialmente se vc não é católico) que na Sexta-feira Santa, as estátuas no altar das Igrejas estarão todas cobertas, bem como as Igrejas fecharão às 15h, após a realização da Missa

Agora uma descrição mais aprofundada de toda a visita:

Vista do Palazzo Esposizioni do nosso quarto de hotel
O Hotel

Por decidirmos visitar Pompéia durante esta viagem, escolhemos ficar próximos da Estação Termini, a maior estação de trens. Após pesquisar muitos guias e posts sobre locais e ler que ficar muito perto da Estação poderia ser perigoso, escolhemos ficar na Via Nazzionale, que eu super recomendo, pois tem muitos hotéis, lojas e movimento até bem tarde, sendo por isso bastante segura! Além disso, é perto da maior parte dos pontos turísticos, facilitando o deslocamento à pé.
Tendo sido escolhido o local, em seguida foi buscar um bom preço no Booking e o escolhido foi o Hotel Esposizione Roma, que eu recomendo (desde que você não tenha problemas de locomoção ou com escadas...).
A primeira impressão deste hotel não foi boa, pois a recepção fica apenas no terceiro andar e o elevador é muito pequeno, apertado e antigo, mas a má impressão desapareceu totalmente quando conhecemos o quarto e com o atendimento muito amável e atencioso que recebemos do Staff do hotel, formado por indianos muito simpáticos! Por sinal, conseguimos um upgrade gratuito de quarto, devido à simpatia que tivemos recíproca com o staff indiano! O quarto era grande e espaçoso, sendo que conseguimos um com vista, a cama era macia e o chuveiro uma delícia. Ah, e o melhor é que ficamos a meros 900m do Coliseu, 2 quadras do Teatro Dell'Opera, e tinha um ônibus em frente para ir ao Vaticano.
Assim, fica a dica!

1o. Dia
Como eu disse no post sobre a minha experiência em viajar de trem noturno entre Milão e Roma, chegamos em Roma 7h00 da manhã, muito cansados, após uma noite muito mal dormida no trem. 
Desembarcamos na Estação Roma Tiburtina e fizemos uma pausa para tomar um café (capuccino com brioche di ciocolatto, claro!!). Lá, só para contar um "causo", perguntamos à atendente do café se ela não teria algo como um sanduíche de queijo ou algo salgado, a resposta dela em tradução livre: "Ma no, se vocês comerem este tipo de coisa no café da manhã vão acabar ficando gordos! Comam brioche!", resumo da ópera, depois disto resolvemos ficar no capuccino com brioche de ciocolatto no resto da viagem. Engraçado é que no final da viagem (com muitos quilômetros percorridos à pé, é claro), estávamos realmente mais magros... vamos pensar que foram as escolhas de café da manhã! rsrs
Bem, mas continuando, de Roma Tiburtina pegamos o metrô para Roma Termini. Por sinal não tenha medo deste tipo de troca, é bem simples! 
Da estação Termini, seguimos à pé para nosso hotel na via Nazzionale.

8h00 da manhã e puxando minha malinha companheira! Ao fundo a Igreja de Santa Maria degli Angeli, antiga Termas de Diocleciano.
Piazza della Republica ao fundo!
Após confirmarmos a nossa estadia, deixamos as malas por lá, pois os quartos só estariam disponíveis às 13h00 e após pegar um mapa oferecido no hotel, já com vários pontos marcados, partimos à pé para o primeiro ponto do roteiro: o Coliseu!  


Na net, é comum ver discussões sobre comprar ou não o Roma Pass, de minha parte, eu aconselho que sim, especialmente se você vai a Roma em um feriado como a Páscoa. Nós acabamos usando apenas para ir e voltar de ônibus ao Vaticano e para furar a fila no Coliseu e Fórum Romano, mas só de evitar a fila destes dois lugares já valeu cada centavo!    

O Coliseu, foi com certeza um dos pontos altos de todo o passeio em Roma! Eu amo história, então poder estar em um local como este era mais que um sonho realizado! Assim, devemos ter passado ao menos umas 3 horas rodando por lá! Cansaço... o que é isto?!
Por sinal, apenas pra citar um pouco de história, o Coliseu, ou Anfiteatro Flaviano, foi finalizado em 79 d.C., e podia abrigar até 50.000 pessoas, com seus 48 metros de altura. Dentro, eram realizadas de lutas de gladiadores até batalhas marinhas, com barcos! Ele foi utilizado até o século VI e depois foi "aposentado". Um aspecto interessante, é que nunca foi comprovado que ele tenha sido utilizado para martírio de cristãos, como vemos em filmes como "Quo Vadis" (Adoro este filme!), porém, para preserva-lo, visto que durante a Idade Média o Coliseu passou por muitos maus momentos, depredação e ateé por campanhas de demolição, o Papa Bento XIV consagrou-o aos martíres cristãos no século XVII, tornando-o assim lugar santo e mantendo-o por isso resguardado. Até por isso, você verá cruzes e mesmo uma frase que explica isto na lateral do monumento. Na Sexta-feira Santa é realizada a Via Crucis no Coliseu! Infelizmente, perdemos esta!  

Nesta foto, ao fundo está a Tribuna de Honra, onde se sentavam os Imperadores de Roma quando dos espetáculos. 
O centro do Coliseu era coberto. Na parte de baixo dele, ficavam os gladiadores e as feras.
Vista de fora, com o Arco di Constantino, que é o mais próximo ao Coliseu. 
Arco di Constantino e um mar de gente...
Saindo do Coliseu fomos para o Fórum Romano.
O Fórum Romano era o centro da vida comercial da Roma Imperial, o coração da cidade! Nele eram realizados os discursos, eleições, aclamações de vitória e trocas comerciais. Aqui, Julio César foi morto, e Augusto foi eleito imperador, entre outras coisas... nos tempos áureos do Império Romano ele tinha as características do mapa abaixo:

Este eu peguei na Wikipedia.
Hoje ele é formado principalmente por ruínas, pois durante a Idade Média ele foi aos poucos soterrado e só no início do século XX foi totalmente escavado, podendo ser visto como está hoje.
Pra ter uma boa vista do Fórum, suba no Palatino, pelas trilhas à esquerda do Fórum. O Palatino, um das 7 colinas de Roma, seria o local de nascimento da cidade, sendo por isto um local sagrado e onde posteriormente alguns imperadores, Nero entre eles, construíram seus palácios, visto que de lá tinham uma vista privilegiada da cidade.

Vista do Fórum Romano, ao fundo o Capitólio e o Monumento de Vitório Emanuelle.
Fórum Romano, o monumento maior à direita é a Basílica de Constantino e Magêncio
Templo de Vesta no Palatino
Fórum Romano
Fórum Romano, mais uma vista
Eu e Doug, e ao fundo o Templo de Antonino e Faustina... uma Igreja foi construída no meio
Ao fundo o Arco de Séptimo Severo e o Capitólio
Arco de Séptimo Severo, no final do Fórum
Seguindo por trás do Arco de Séptimo Severo, há uma escada que leva à uma praça, por onde se sobe à Piazza del Campidoglio, onde fica o Museu Capitolino. Porém, antes de chegar lá preste atenção em uma das construções desta primeira praça... lá fica o Mamertinum ou Prisão Mamertina, construída entre 640 a.C. a 616 a.C., e onde segundo a tradição é o local onde ficaram presos São Pedro e São Paulo. É aberto à visitação.   

Mamertinum: antiga prisão, do tempo do reinado em Roma e onde ficaram presos São Pedro e São Paulo.
Seguindo em frente, a Piazza del Campidoglio, é uma praça muito bonita, cujo desenho original foi feito por Michelangelo. Nesta praça fica também a Prefeitura e o Arquivo Público da cidade, além do Museu Capitolino, onde fica a estátua original da Lupa Romana, com os gêmeos Rômulo e Remo, e várias obras de arte etruscas. Mas se não tiver tempo pra visitar o museu, a praça por si só já é um show à parte, com grandes esculturas e uma vista linda.

Falando das esculturas, a réplica da escultura da Loba está presente na praça, com Rômulo e Remo mamando nela. Conta a lenda, que os gêmeos são descendentes de Enéas, que era da realeza de Tróia e foi um dos poucos troianos sobreviventes da Guerra de Tróia. Como é muito comum nas lendas Greco-Romanas, Marte/Ares, o deus da Guerra, desceu do Olimpo e engravidou Rhea Silvia, que havia se devotado à deusa Vesta e ao Celibato. O pai da jovem, temendo perder o poder e também por se sentir traído pela filha, jogou seus netos gêmeos no Rio Tibre. Os gêmeos foram encontrados por uma loba, que os salvou e amamentou, e depois por um pastor que os criou. Quando adultos, descobrem sua origem e fundaram a cidade. Claro, há muita briga e sangue no meio de toda a história, tanto que Rômulo, o primeiro Rei, acaba matando seu gêmeo Remo... Caim e Abel encontram-se presentes em quase todas as culturas... 

A estátua da Lupa com Rômulo e Remo mamando.
Uma das estátuas da escadaria.
Também faz parte do Campidoglio a Igreja de Santa Maria in Aracoeli, que é super simples por fora, mais uma das Igrejas mais lindas que já vi por dentro. Ao contrário de muitas igrejas cujos tetos são pintados, nesta o teto é todo trabalhado e revestido a ouro. E o altar possui diversos lustres de cristais... vale à pena entrar e admirar esta Igreja. Não costumo fotografar igrejas por dentro, para evitar atrapalhar quem esta rezando, mas nesta não resisti a tirar ao menos 2 fotos.

O altar
Santa Maria Aracoeli por dentro
Seguindo o passeio, fomos para o Monumento a Vitória também denominado de Palácio Veneza. Como monumento foi erigido em honra ao Rei Vitório Emanuelle II, o qual uniu os estados, criando a Itália como país. Este local, já foi residência de Papas, porém Mussolini refez seu estilo para torná-lo um símbolo do poder da Pátria e do Fascismo. Motivos de criação à parte, eu achei ele lindo!!  E o mais legal é que este local é tão alto que você pode avistar as estátuas do Vitória puxada por cavalos, de vários pontos da cidade, e se estiver na Via Nazzionale, pode se localizar sabendo que este local fica bem no final da rua. É possível subir no alto do monumento por um elevador panorâmico, infelizmente em todas as vezes que fomos até lá já estava fechando...   

Palazzo Venezia, a estátua do centro é do Rei Vitor Emanuelle II, o pai da Pátria Italiana 
Fórum Traiano visto do Palazzo Venezia
Esta foto foi irada do centro da Piazza Venezia
Por fim demos uma volta no Fórum Traiano neste dia e de lá seguimos para o Bar Open Baladin, passando pelo Largo di Torre Argentina, um lugar interessante, com ruínas da época da República Romana. Apesar de que o mais interessante neste local é que ele é cheio de gatos! Tanto que é também chamado de Torre dos Gatos, pois há vários bichanos abandonados que moram no local e são alimentados por entidades protetoras dos animais.

Torre Argentina. (Foto by Mundos dos Animais)
Um russo azul descansando nas ruínas da Torre.
Neste dia nossa alimentação havia se resumido ao café da manhã, e um pacote de cookies que eu tinha colocado na bolsa (meninas prevenidas sempre carregam ao menos um pacote de bolachas na bolsa! Passe 10h parada em Barra do Turvo pra aprender esta lição... rs) e comemos no Fórum. Assim, como foi maravilhosa esta parada para comer um delicioso hambúrguer no bar da Birra Baladin, o Open Baladin Roma! Por sinal, esta é uma parada obrigatória para os amantes de cerveja, já que lá estão disponíveis todos os rótulos desta que é uma das melhores cervejas do mundo, muitas disponíveis na torneira e outras em garrafa, podendo ser levadas para casa!
E para quem como eu não vai de cerveja, há os deliciosos refrigerantes da própria cervejaria, destaco o Spuma (super docinho!!) e outras sodas.

Então pra terminar este post, que já está extenso fica uma foto do hambúrguer devorado naquele dia: o Tirolesa, com presunto parma, salada e queijo emental.

Direto do meu Instagran: Burguer Tirolesa do Open Baladin Roma
Enfim, neste dia rodamos mais de 10km para lá e para cá! Então, ao voltar para o hotel, tudo que mais queríamos era um bom banho, uma cama macia e uma boa noite de sono para começar firmes e fortes nosso segundo dia em Roma!

E nos próximos posts eu continuo o roteiro! 

Estas são mais algumas Dicas da Gabi!! 

6 de agosto de 2015

Oba, chegou a sexta!! E o CWBurguer Fest também!!

Menu degustação do Cidadão do Mundo Burguers & Arts (Foto: Divulgação - Guia do Hamburguer)
O CWBurguer Fest é com certeza um case de muito sucesso! A cada edição o festival tem mais casas participantes oferecendo boas opções para seus clientes.

Claro que nem tudo são flores, pois nas duas semanas do festival, algumas casas que normalmente já comprovaram sua qualidade em momentos ou edições anteriores acabam ficando bastante/muito lotadas, então o jeito é paciência para enfrentar algumas filas, esperando que você tenha feito uma boa seleção.

Nesta Edição de número "5", a organização por sinal inova trazendo a opção de baixar um aplicativo, no qual os clientes poderão votar e eleger a "Best Experience" do festival, que na própria definição do prêmio busca agregar a questão do sabor do hambúrguer, qualidade dos acompanhamentos e o atendimento que você recebeu na casa! Achei a idéia muito legal, especialmente porque cada cliente só poderá votar uma vez em cada casa. Para conferir mais informações (Clique aqui).

Mas indo direto para as informações mais relevantes, desta vez são um total de 58 locais participando, oferecendo mais de 100 receitas inéditas e especiais para o evento, todas a um valor de R$ 24,90 com acompanhamento incluso!

E opção é o que não falta, pois há muitos hambúrgueres bovinos, de costela, suínos, de calabresa, de frango, de salmão, de peixe empanado, muitos veggies, vários que agregam pinhão (Amei!!), com berinjela, cogumelos, etc, etc...

Desta vez opto por não divulgar aqui a lista completa, pois o pessoal do Guia do Hambúrguer fez um post com fotos lindas e super detalhado, que está valendo à pena ser visitado, então clique aqui para conferir a lista completa e as fotos! (que por sinal peguei algumas várias emprestadas... rs).

Bom, eu já elegi minhas opções e deixo como dica que os hambúrgueres do Cidadão do Mundo, Fábrica e o Limoeiro não costumam decepcionar, ao contrário, costumam ser deliciosos!! JPL, O Barba e Banoffi também costumam ser boas dicas pelo sabor, e para quem busca um hambúrguer de peixe, o Victor traz um de salmão que é super leve e vem com camarão à milanesa e batatas rústicas de acompanhamento.      

Bom, escolha seu favorito e se jogue!!

Ah, seguem algumas fotos pra dar água na boca!

Burguer do Banoffi com geleia de bacon e shitake (Foto: Divulgação - Guia do Hamburguer)

O Barba ataca de pão preto e acompanhamentos nota 10! (Foto: Divulgação - Guia do Hamburguer)

Fábrica Gourmet com a cara boa de sempre! (Foto: Divulgação - Guia do Hamburguer)

Limoeiro com opção de frango no cardápio. (Foto: Divulgação - Guia do Hamburguer)

Esse do Quincho tem até feijoada no recheio! (Foto: Divulgação - Guia do Hamburguer)

Victor Fish & Ships vem de salmão com camarões de acompanhamento. (Foto: Divulgação - Guia do Hamburguer)

Serviço
5a. Edição do CWBurguer Fest
Valor fixo: R$ 24,90 burguer com acompanhamento
De 07/08 a 23/08/2015

Esta é mais uma Dica gastronômica da Gabi! 

1 de agosto de 2015

Leo Moço e seus cafés maravilhosos!

O Mocha! Feito com com expresso, leite cremoso e chocolate 70% da Amazônia

Eu confesso que meu caso de amor com os cafés não é muito antigo!

Começou aos poucos, com o frio de Chicago que tornava necessário um café para esquentar, e aumentou muito ao provar os deliciosos capuccinos da Itália!

Até hoje ainda prefiro os mochas, capuccinos e lattes aos expressos, mas sou de experimentar e tentar coisas novas...

Bom, e em uma das feiras do Alto Juvevê resolvi experimentar um dos capuccinos que Léo Moço servia pessoalmente na feira... e foi impossível não ser conquistada por aquele capuccino tão bem feito, com a dose perfeita de um expresso quase sem acidez e leite espumoso... virei fã!

Depois de mais um tempo, a após provar mais algumas vezes o café em feiras, resolvi dar uma passada na loja do Juvevê do Barista Coffee Bar (Rua Moyses Marcondes, 357).

A loja é super simples, uma porta, espaço pequeno, alguns bancos e toras espalhados para se sentar, em um deles sempre com um bolo caseiro (o de cenoura com calda de chocolate costuma ser ótimo!), e no fundo (mas não muito fundo), o balcão com a máquina de café e de torrefação. Uma geladeira antiga, e um barista que sabe muito bem o que faz completam o conjunto!!

Sem luxo... ambiente simples... mas é assim mesmo que Léo Moço concebeu sua loja, pois o objetivo é servir um ótimo café, sem frescura, e com bom preço! Tanto que um expresso por lá custa R$ 4,50, um capuccino R$ 5,50 e o mocha (meu favorito) meros R$ 7,00.

Léo Moço por sinal tem história com o café: começou a trabalhar com café em 2005, montou cafés no Rio de Janeiro, deu consultoria para montar O Café em New York, desde 2006 ganhou vários prêmios de melhor barista em competições, e em 2013, o título de Melhor Barista do Brasil.

Além disso, estudou e sabe muito sobre torrefação, fermentação, tirar o café... por isso que seu café é tão diferenciado!

E sabe o que eu mais gosto de lá, é que que o ambiente simples e pequeno deste café propicia momentos únicos, como de repente aparecer alguém com um instrumento e dedilhar algumas cordas, ou mesmo você do nada começar a conversar sobre algum assunto com alguém que está por lá esperando por seu café... até porque os clientes da casa normalmente passam por lá uma vez e depois voltam muitas mais... ah, e provam que Curitibanos são sim simpáticos, acredito que só precisamos de um assunto interessante para começar a conversar!

Ah, e puxe conversa com o barista Gregório na loja do Juvevê, especialmente se você gostar de cervejas artesanais...

O Barista Coffee Bar tem também uma segunda loja na Rua Saldanha Marinho, 523.

Seguem algumas fotinhos para se familiarizar com o local:






Em uma tarde lá, descobri o que é uma trompamarina! Um instrumento de corda medieval.  

Então, se gostar de café, não deixe de conhecer o Barista Coffee Bar, e depois passe aqui para contar o que achou!

Serviço
Barista Coffee Bar
Rua Moyses Marcondes, 357
Rua Saldanha Marinho, 523
Horário: das 10h00 às 19h00

Esta é mais uma Dica da Gabi!